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Propostas de verão



Dois vinhos conhecidos do publico geral, 1 deles do Alentejo de um produtor que soma prémios e o outro...bem idem aspas. Solar dos Lobos é uma marca que começa a ficar na retina dos enofilos e publico consumidor pelo seu consumo franco e direto, é um vinho muito gastronómico e apelativo pela fruta apelativa e intensa e com final prolongado. O Vega é um vinho do Douro conhecido recentemente pelo prémio de melhor compra em todo o mundo pela revista americana "Wine Enthusiast", é mais sedoso e menos frutado mas igualmente gastronómico fazendo destes 2 vinhos excelentes acompanhantes do dia-a-dia.
Solar dos Lobos(86/100, promoção a 2,99€ no pingo doce), Vega(84/100, a 3,99€ no el corte ingles).

Ramos Pinto Collection 2007


Já tinha provado este vinho em várias provas e lembrei-me de achar um vinho muito interessante, agora pela 1ª vez adquiri uma garrafa e em boa hora. Isto é Douro no seu melhor, aquela fruta deliciosa e sumarenta, taninos de seda, robusto, intenso, marcante e final prolongado. Este é o meu estilo de vinho que mantêm uma saúde enorme após os seus 6 anos de vida e ainda vai durar outros tantos. A madeira dá uma subtileza ao vinho, amacia-o, torna-o complexo e mais não digo, este encheu-me as medidas. (92/100, custou cerca de 10€ na garrafeira Verde Minho em Braga)

Quinta de la Rosa 2011 (Branco)


Estamos na presença de um produtor com créditos firmados na produção de vinhos de mesa e este branco é provavelmente um dos melhores brancos que se fazem no Douro independentemente do custo da garrafa. Uvas provenientes de vinhas velhas com mistura de castas da região, 60% Viosinho e o restante Gouveio, Rabigato, Malvasia, Códega do Larinho entre outras.
Tem um aroma muito bom, essencialmente cítrico e com a flor de laranjeira a dar um toque mais elegante ao conjunto, e depois a madeira tão cuidadosamente aplicada a dar cremosidade e uma sensação de tostas com manteiga pela manhã....depois na boca tem boa frescura e preenche a boca com a cremosidade que falamos anteriormente terminando com um final que nos faz salivar....por mais um copo! O sol acabou de bater á porta e começou de forma excelente com este branco. (91/100, custou cerca de 5,50€ em promoção no recheio de Braga)

Fagote reserva 2003 (Tinto)


Este foi das minhas primeiras paixões no que ao vinho diz respeito, já há largos anos uma garrafa destas do ano de 2001 fez as minhas delicias, era um vinhão com toda a quela fruta generosa e de qualidade que o Douro oferece. Esta garrafa de 2003 já não tinha aquela fruta que nos assalta o nariz na primeira incursão ao copo, mas para um vinho com 10 anos(e depois desconhecemos o manuseamento da garrafa durante este tempo) o bouquet é fantastico, fruta vermelha não muito expressiva a dar lugar aos frutos secos fruto do excelente uso da barrica de 225 lts de carvalho francês que teve no meu entender um papel preponderante, a dar a complexidade ao vinho, a mostrar-se no fruto seco, figos, nozes. 
As castas são as tipicas do Douro, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Roriz. Na boca é que nota-se que o vinho talvez tenha passado a sua fase, apesar de os taninos estarem ainda bem presentes, a prova de boca revelou-se curta e sem grande entusiasmo. Faltou alguma intensidade na fruta, no preenchimento de boca, no final. Curto e sem entusiasmo. Se tiver algumas garrafas deste vinho aconselho seriamente a abri-las, ou então deixe uma para abrir daqui a alguns anos..quem sabe! (85/100 por cerca de 13€ no Recheio)

Adega de Vila Real Reserva 2010 (Tinto)




Aromas intensos de fruta vermelha, de esteva, de couro e bastante vegetal. Tem um impacto inicial intenso, mostrando um bocado de alcool já ao nivel do nariz que se vai esbatendo á medida que respira.Na boca é cheio com taninos bastante suaves e gordos, nota-se aqui a rudeza do Douro talvez com cotas mais altas, é tudo ele forte e carregado de aromas e intensidade. Em todo o caso é bastante gastronomico e acompanha pratos de vários géneros, incluido a nossa gastronomia mais rural, ou então massas com molhos mais espessos.(85/100)

Altano Quinta do Ataíde reserva 2008




Vinho feito inteiramente a partir da casta Touriga Nacional, e com os atributos próprios da casta. Fruta bem madura, amoras silvestres envoltas em raspas de chocolate e com a madeira muito bem integrada e ainda abraçados pelos aromas florais da touriga nacional. Especiarias a apimentar o conjunto e de repente se fecharmos os olhos parece que nos encontramos numa adega em plena vindima, estão lá os cheiros tipicos de bagas esmagadas que encontramos em plenas fermentações. Na boca é um vinho ainda bastante jovem, com taninos ainda ligeiramente espicaçados mas a dar uma sensação de textura aveludada misturada com leve secura. Ligeiramente picante e com uma boa sensação de harmonia entre os vários elementos. Vinho muito bem feito a dar uma bela prova se bebido já, mas sem dúvida este pode evoluir bem em garrafa desde que bem acondicionado. Acompanhou um assado no forno na perfeição, a fruta bem madura acompanha bastante bem a carne crocante e estaladiça assim como a batata doce...(90/100)

INCANTUM 2007 (Tinto)




Um Douro ligeiramente selvagem e rústico da região de Cima-Corgo, a revelar aromas de fruta madura preta, aromas balsâmicos e a rusticidade a mostrar-se em tons de couro. Cacau em pó a segurar o conjunto, tudo sempre em tons selvagens e rusticos. Na boca é um vinho com concentração, acidez a desaparecer revelando que deve ser bebido já, taninos rusticos e aguerridos. Carnudo e a encher a boca, com final agradavel e persistente. Bastante gastronomico.(16/20)

Tons de Duorum 2009


Antes de iniciar este texto a falar sobre o vinho que vos trago hoje, vou-vos falar do projecto e da/s pessoa/s por tras do mesmo.
Com quase três décadas como enólogo, José Maria Soares Franco, com perto de 50 anos, estagiou na Estação Vitivinícola Nacional – tendo como companheiro, curiosamente, João Portugal Ramos, que conhecia por razões familiares desde pequeno. Ingressou depois na Ferreirinha, tendo passado a fazer parte dos quadros da Sogrape quando este grupo adquiriu aquela empresa em 1987. E foi na Sogrape que ‘se fez’ como um dos enólogos mais importantes do sector dos vinhos – e não apenas do nacional. A responsabilidade de lançar no mercado a poderosa marca Barca Velha, considerado por muitos o melhor vinho do país, conferiu-lhe a aura que se guarda para os alquimistas. É destes 2 enologos que surge este novo projecto e mais especificamente deste Douro "Tons de Duorum".

A garrafa está bonita, apelativa, porque no final de contas o rotulo deve transmitir uma mensagem sobre o vinho,historia da terra,deve apelar á imaginação das pessoas.
Este vinho tem uma bela cor, vermelho rubi intenso, e nas paredes do copo desliza com elegancia, nao muito normal num vinho novo, mas que tem uma pequena passagem por barricas de carvalho.

No nariz tem aromas intensos, fruta madura do tipo framboesa,amora envolto numa suavidade vegetal que nos faz lembrar os aromas quando entramos numa adega, ligeira madeira e englobar o conjunto sem se mostrar demasiado, tipicamente este é um vinho que apela no nariz a aromas mais rusticos e vinhos mais tradicionais mas na boca apela muito ao estilo moderno, vinhos explosivos e frescos na boca.
Este vinho na boca é muito saboroso, e carregado de taninos em boa forma.

Final elegante e duradouro, que fica na boca passado algum tempo ainda e deixa-nos com a ideia que ainda o temos na boca, sumarento.

Pessoalmente gosto deste genero de vinhos, carregados nos aromas e intensos e com final sumarento, apela a pratos fortes e a um belo queijo da serra.Penso que acompanha excelentemente um queijo amanteigado, perfeita combinação.

Sugestoes:
Queijo da serra amanteigado num final de tarde com um grupo de amigos a ouvir o artista Ray Lamontagne e a dar 2 de treta.
Quanto ao artista Ray LaMontagne sugiro a musica Jolene.

Nota Pessoal: 16