Mudei o blog
Olá a todos!
Decidi mudar o meu blog para o wordpress. Penso que vai mais de acordo com os posts que pretendo.
Portanto se asim o desejarem podem-me visitar em http://vinipauta.tumblr.com.
Obrigado e boas pingas ;)
Adega de Pegões Alicante Bouschet 2010
Esta adega surpreende pelos seus vinhos, brancos , tintos e moscateis, grande relação preço/qualidade. Este Alicante sabe a ele proprio com a sua frutinha negra, chocolate, especiarias e madeira muito bem incorporada. Aroma dá a entender uma grande pomada e assim foi, na boca é muito bom, espesso, final prolongado, boa acidez e taninos espicaçados mas bem integrados. Pomada, belo vinho. fiquei fã ;)
Montes Ermos reserva branco 2013
Vinho do douro, perfil reconhecivel, muito limpido com bela frescura, elegante, picantezinho como gosto, nao se notam os 13,5% que podem ser assustadores. Vinho que custou cerca 3,50€... mais que ajustado. Excelente compra. Quem nao se lembra dos relogios todos a tocar ao mesmo tempo no inicio do classico TIME dos Pink Floyd, a limpidez do som, os instrumentos a saltar de todo o lado, foi um album que mostrou acima de tudo uma grande banda e um grande engenheiro de som. É a minha musica para este vinho.
Bacalhôa moscatel roxo 2001
Moscatel roxo e charutinho de gila da doçaria de são vicente de braga...que combinação genial... wow! Este moscatel é sem dúvida uma excelente alternativa aos vinho do Porto e Madeira. Aprovadissimo!
Maria Mansa tinto 2010
Vinho entrada de gama de uma quinta que dispensa apresentações, Quinta do Noval. Este vinho já da colheita de 2010, ano que aparentemente nao produziu vinhos extraordinários no curto prazo mas poderão usufruir de um grande envelhecimento. É um vinho com corpo menos robusto do que os habituais Douro, com excelente elegância e uma acidez que fazem dele um vinho bastante gastronómico. Bebe-se muito bem, bem de mais até porque quando dei por ela a garrafa já ia a meio e acompanhado de um bacalhau cozido, aliás devo dizer que maridou bastante bem. Não é vinho frutado nem guloso na boca, é um vinho á moda antiga quase a lembrar um Dão e de baixo teor alcoólico o que é de saudar, apenas 13%.
Belo vinho ! Boa musica...a fazer lembrar uns anos 80! Está lá o sintetizador, o baixo e falta a guitarra ou não...combinação perfeita para quem anda nostálgico.
Binhão é tradição, Vinhão é vinho
Gargalo godello 2011 (Branco)
A casta Godello natural da Galicia que faz fronteira com Portugal a norte do país, tem na região demarcada de Monterrei e Valdeorras o seu terroir por excelencia. Aparentemente esta casta é a Gouveio encontrada em Portugal especialmente no Douro onde entra em lotes com outras castas. Falando do vinho que trazemos hoje tem cor palha dourada bastante cristalina e brilhante, com fruta madura de excelentes apontamentos, tais como pêra assada, e citrinos tais como clementinas com os seus aromas mais elegantes, bonito floral a embelezar o conjunto, ainda algumas sugestões de mel. Na boca é amanteigado e saboroso, algo do genero do chardonnay e por falar do chardonnay nada mais ao acaso porque achei algumas similaridades com a famosa casta francesa, no amanteigado e baunilha. Gostei bastante...(88/100, cerca de 7,50€ no Alcampo em Vigo).
Propostas de verão
Dois vinhos
conhecidos do publico geral, 1 deles do Alentejo de um produtor que soma
prémios e o outro...bem idem aspas. Solar dos Lobos é uma marca que começa a
ficar na retina dos enofilos e publico consumidor pelo seu consumo franco e
direto, é um vinho muito gastronómico e apelativo pela fruta apelativa e
intensa e com final prolongado. O Vega é um vinho do Douro conhecido
recentemente pelo prémio de melhor compra em todo o mundo pela revista
americana "Wine Enthusiast", é mais sedoso e menos frutado mas
igualmente gastronómico fazendo destes 2 vinhos
excelentes acompanhantes do dia-a-dia.
Solar dos
Lobos(86/100, promoção a 2,99€ no pingo doce), Vega(84/100, a 3,99€ no el corte
ingles).
Prova Régia Arinto 2012
Chaminé Tinto 2011
Que é sabido que 2011 foi um grande ano ao nivel climático já se anda a falar há muito, que isso faz com que o trabalho dos enologos na adega seja mais fácilitado visto que a mãe natureza decidiu ajudar também me parece do senso comum...a matéria-prima usada neste lote de Syrah e Aragonez deveria ser de qualidade é um regresso á grande qualidade que este vinho sempre demonstrou e demonstra nesta garrafa. Aquela fruta madura, com grande expressividade e de grande qualidade, sumarento, é um vinho para se beber descontraídamente e visto que esta não é a melhor altura para vinhos tintos(o Verão parece que apareceu) leve 30 minutos ao frio antes de servir, vai ficar surpreendido. É bom, é barato para a qualidade e acompanha o que quiserem...muito gastronómico.(86/100 a cerca de 4€ no Pingo Doce)
Herdade da Calada JCM 2006 (Tinto)
Vinho feito apartir das castas Alfrocheiro, Trincadeira e Tinta Caiada seguido de estágio de 24 meses em barricas de carvalho da Borgonha. Gosto muito das castas em questão, se bem feito estes lotes dão vinho com boa extracção de cor, aromas intensos a fruta negra, espciarias e afins e este tem tudo e ainda um floral bastante elegante, portanto trata-se de um vinho elegante no nariz. Na boca tem aquele sabor intenso com boa estrutura para aguentar em garrafa. Para já tem um final que é não muito prolongado, mas é bastante intenso e por essa razão a associação com a comida deve ser muito bem feita ou o vinho e a comida saem defraudados...Não é um vinho de massas e com isto quero dizer que não deve agradar a todos, mas aqueles que gostam de vinhos intensos em que a fruta não é o mais evidente(portanto é um vinho de barba rija) este é um bom porto de abrigo e o seu preço de cerca de 7€ não é assim tão desajustado. (85/100)
Bucellas Arinto 2009
O arinto é uma casta que se dá bem essencialmente em todo o país, plantado de norte a sul, aparecem em blends de castas nas regiões demarcadas do Minho, Douro,Tejo, Alentejo mas é em Bucelas que adquire aquele toque especial e que define a verdadeira essência da casta. Este vinho que se trata apenas de um vinho denominado corrente, ou seja, para o consumo do dia a dia é mais do que isso, é um verdadeiro prazer á mesa. A cor do vinho é ainda bastante viva, de um palha dourado e com uma bonita lagrima a escorrer no copo. Que belas notas de evolução, maçã caramelizada, biscoito, marmelo, nêspera, bastante maduro nos aromas de fruta e na boca nota-se o potencial de envelhecimento da casta, bela acidez ainda bem marcante, com boa estrutura para aguentar os anos e termina prolongado deixando uma sensação de viscosidade na boca. Este deixou-me totalmente surpreendido e com um preço que se ficou pelos 3,25€ é de comprar sem problemas. (88/100)
Nota: É um vinho que pode não reunir consenso visto que os aromas de evolução devido á sua idade podem não agradar a todos, mas se se encontra neste grupo experimente com um queijo amanteigado, vai fazer as delicias lá em casa.
Quinta de Naíde Grande Escolha 2011
Não são mencionadas as castas usadas, nem vou tentar acertar porque não tenho o condão para tal. O vinho em si é todo suavidade, acidez vibrante como um bom vinho do Minho sabe mostrar, acutilante e com aromas muito elegantes de fruta, ananas, maracujá associado com bonitos aromas florais de lucia-lima. Na boca é elegante, com boa acidez, vibrante e acutilante...é fresco, suave, seco e com final prolongado. É sem duvida uma bela escolha para este Verão. Os vinhos verdes mostram todo o seu potencial por um preço imbatível. Agradável surpresa. (86/100 no e-leclerc por cerca de 4€)
Tapada dos Monges Vinhão 2012
Uma das poucas incursões pelos vinhos verdes tintos, neste caso com a casta vinhão a casta raínha do minho no que a tintos diz respeito. Tem uma cor bastante intensa e carregada com rebordo ruby muito tipico destes vinhos, os aromas são de fruta vermelha bem madura confitada, revelando aqui e acolá toques de cheiros a tabaco muito bem conseguidos sem enjoar. Na boca é bastante suave, taninos claramente domados, enquanto novos estes vinhos são marcados por finais muito suaves e sumarentos, parece que trincamos uma qualquer fruta e de repente o sumo parece que escorre por toda a cara de tão madura em que se encontra. É um vinho para se consumir enquanto novo, mas pelo que tenho encontrado também descansa bastante bem na garrafa, em todo o caso aconselho este a ser bebido já. 30 minutos no frigorifico antes de o consumir vai fazer maravilhas e mostrar toda a sua capacidade.(87/100, por cerca de 4€ no e-leclerc)
Quinta das Setencostas 2009 (Tinto)
Numa ida á garrafeira deparei-me com um vinho do produtor "Casa Santos Lima" dos quais os seus vinhos granjeiam prémios e até chegou a ser escolhida por uma revista americana como o produtor com a melhor relação preço/qualidade de Portugal. Após esta pequena apresentação vamos ao vinho que de si só é uma bela surpresa pelas castas usadas, ora vejam só, Castelão, Camarate, Tinta Miúda e Preto-Martinho tendo beneficiado de estágio em barricas de carvalho. O vinho tem uma cor retinta, os aromas são de bagas esmagadas, fruta vermelha com algum aroma a verde, caroço de ameixa, misturando algum chocolate com fina camada de tabaco muita bem integrada, muito suaves estes aromas completados ainda por um bonito cheiro de flores do campo. Na boca é sedoso, sumarento, muito elegante e fino deixando sabor prolongado, que bela surpresa...(88/100 por cerca de 4€) Gostei da apresentação da garrafa e sem duvida irei voltar a compra-lo.
Marquês de Borba 2011 (Tinto)
Vinho já clássico para terras do Alentejo, dispensa apresentações mas merece ser falado, bebido e comentado. É vinho delicioso, aromático e guloso com nuances de fruta vermelha bem apetitosa e sumarenta, envolto em chocolate e a mostrar alguma especiaria. A madeira muito bem integrada, a amaciar o vinho, a dar-lhe tons de veludo, não está jovem antes pelo contrário está no ponto para beber, mas se esquecer de uma garrafa na cave de certeza que não perde, é vinho para aguentar os anos, mas para quê esperar....É vinho para confraternizar e degustar, está muito bem feito e encheu as medidas.
Não é um alentejano robusto, achei-o bastante delicado e segundo palavras do produtor João Portugal Ramos 2011 foi a sua melhor colheita de sempre...pelo que vale a pena espreitar as suas outras marcas, eu vou fazer isso. (89/100, custa cerca de 5,80€)
Ramos Pinto Collection 2007
Já tinha provado este vinho em várias provas e lembrei-me de achar um vinho muito interessante, agora pela 1ª vez adquiri uma garrafa e em boa hora. Isto é Douro no seu melhor, aquela fruta deliciosa e sumarenta, taninos de seda, robusto, intenso, marcante e final prolongado. Este é o meu estilo de vinho que mantêm uma saúde enorme após os seus 6 anos de vida e ainda vai durar outros tantos. A madeira dá uma subtileza ao vinho, amacia-o, torna-o complexo e mais não digo, este encheu-me as medidas. (92/100, custou cerca de 10€ na garrafeira Verde Minho em Braga)
Convento da Tomina 2009 (Tinto)
Vinho do Alentejo da região da Vidigueira mais conhecida
pelos seus brancos da casta Antão Vaz. Mas aparentemente este produtor apenas
tem vinhos tintos no seu portfólio, pelo menos desconheço os brancos mas posso
estar enganado. Quanto ao vinho em si é feito de Aragonez, Trincadeira,
Alicante Bouschet e Alfrocheiro castas muito tipicas no alentejo e que neste
caso especifico fazem um vinho robusto, intenso de aromas a fruta vermelha de
bosque, com alguma resina de pinheiro. O ataque de nariz é muito bom, leva-nos
para um vinho delicioso. Na boca é realmente um vinho robusto e intenso mas com
taninos sedosos a prometer um final intenso. Pareceu-me algo pesado
e alcoólico mas, e muita atenção a este aspecto, neste vinho a
temperatura é preponderante um bocado a mais ou a menos torna o
vinho alcoólico e no meu caso talvez a temperatura tivesse baixa. No
entanto gostei do vinho, deu uma boa prova.(87/100, custa cerca de 6,70 na
Garrafeira Nacional).
Emile Durand Chablis 2010
Já tinha bebido uma versão tinta deste produtor e da mesma região inevitavelmente, neste caso aparece-nos no copo um chardonnay da região da Bourgogne. Certamente é uma versão diferente do que encontramos aqui em portugal baseados nesta casta, os aromas são semelhantes mas este chardonnay não é tão amanteigado e cheio, é mais mineral e fresco. Falando especificamente deste exemplo de chardonnay os aromas são engraçados e em tudo a fazer o reconhecimento da casta, mas na boca faltou algo, mais envolvência do vinho e um final mais prolongado. No entanto gostei em mais proporção, deste branco do que do tinto do produtor Emile Durand. (83/100)
Cortes de Cima 2011 (Branco)
È um vinho muito bem desenhado, muito bem feito e que se bebe sem rodeios e sem grandes adornos de conversa, vai agradar numa mesa de amigos. Tenham mais do que uma á mão porque este vinho é mesmo bom, tem frescura, tem gulodice, tem uma excelente estrutura que vai encher a boca e deixa-lo a salivar. Tem aromas tropicais de qualidade, ananás, banana e bonito cheiro a flores, diria flores do campo, margaridas? Talvez, mas não interessa é mesmo bom...e por 4,49€ de que está á espera, convide os amigos e desfrute de uma salada mediterrânica, pizza, lasanha e porque não um churrasco?Perfeito!!!(88/100)
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