Feito das castas Touriga Nacional e Syrah, é um vinho com fruta madura de excelente qualidade, flores de jasmim, alguns frutos silvestres, raspas de chocolate negro, a madeira excelentemente integrada a deixar a fruta fazer o seu papel mas a dar-lhe um toque algo silvestre em jeito de resina e casca de pinheiro. Temos aqui um frutado excelente, um regozijo para o nariz, onde ainda podemos descortinar alguma noz moscada. Na boca não é carnudo mas sim mais mineral e fresco algo mais na onda de um vinho do Dão, talvez beneficiado aqui pela frescura da serra de São Mamede. Ali os vinhos são mais frescos e minerais associados a bela acidez. Termina bastante elegante na boca deixando no palato algo de bastante guloso e mineral, e fica e fica e fica.....ate que termina o sabor!
Acompanhou muito bem uma massa de coelho, aliás é um vinho excelente para massas, isto porque a leveza do seu corpo e estrutura permite comidas mais mediterrânicas.(89/100)
Catedral Reserva 2007
Um blend de 3 castas, Tinta Roriz (50%), Alfrocheiro (30%), Touriga Nacional (20%) surgem para fazer este vinho de cor granada e aromas de fruta madura vermelha do genero ameixa, algum aroma silvestre de amoras abraçado por algumas raspas de chocolate negro. Tosta dada pelo estágio em madeira a cumprir o seu papel de harmonizar o conjunto, resultando um vinho bastante harmonioso entre a boa acidez os taninos aveludados e um final suave e guloso. Nada de mais e nada de menos aqui...é um vinho bem feito e pelo preço de 2,50€ em promoção numa garrafeira...perfeito.(83/100)
Vale do Rico Homem 2011 (Tinto)
Este é um vinho perfeito para o dia-a-dia, tem notas elegantes de fruta azul tipo mirtilos, envolvido por uma bonita camada de chocolate de leite e tosta suave de barrica. Tem uns pujantes 14,5% de alcool que se notam no corpo que demonstra, é um vinho envolvente com taninos bastante suaves, deixando um final guloso e persistente. È perfeito para a mesa, bastante gastronómico e acompanhará vários tipos de comida, desde os assados, aos refogados e no meu caso especifico bastou uma massa com panados de perú....perfeito!(83/100, cerca de 3€ no seu hiper mais perto)
Tasca da Esquina
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| Tasca da Esquina |
Esta foi a minha primeira experiência neste restaurante e saí de lá plenamente satisfeito, com o atendimento, simpatia,rapidez e acima de tudo a temperatura dos vinhos. A comida foi excepcionalmente confeccionada e acompanhada por 3 vinhos de igual qualidade.
Quinta da Alorna Rosé Touriga Nacional 2011 - para quem se quiser iniciar nos rosés este deverá ser um belo ponto de partida com um preço a rondar os 5€. Gostei bastante.
Quinta dos Carvalhais Colheita 2009 tinto - que belo vinho, que belo dão e de certa forma um dão muito igual a si própio, belas notas de fruta madura e de excelente qualidade, terroso e com notas de chocolate muito bem integradas. Aconselho este vinho de olhos fechados, custa cerca de 9€ no continente.
Quinta da Bacalhôa Moscatel roxo 2000 - Soberbo vinho, com acidez franca e a segurar o vinho por inteiro, como se ele se segurasse na sua acidez para viver. Adorei. Este custará cerca de 20€ na garrafeira nacional.
Para quem quiser experimentar a cozinha do Chef Vitor Sobral cá está um bom restaurante e por preços que podem ser elevados ou não dependedo dos vinhos e dos menus. Tanto poderá pagar 15€ como 50€.
Relembro que o serviço de vinhos e as suas temperaturas foram de elevada qualidade e tem serviço a copo.
Quinta dos Termos Reserva 2007 (Tinto)
É preciso dar tempo para um vinho se mostrar depois de aberto e este é um dos casos. Inicialmente era apenas mais um vinho bem feito e igual a tantos outros por menos preço, mas depois tornou-se algo mais complexo a tempo de ainda dar uma bela prova. Os aromas são tipicos de fruta madura, com um travo vegetal, e com belas notas de chocolate em pó. A madeira a mostrar-se timida mas a dar a complexidade ao vinho. Na boca é cheio, daqueles que precisam de um prato tambem com corpo, taninos aveludados mas ainda jovens, ainda poderá evoluir bem em garrafa. (87/100. 7,50€ no continente)
João Pires 2011 (Branco)
Feito da uva moscatel apenas, revelou-se uma bela surpresa pois nunca tinha provado este clássico, e apetece-me voltar a provar. Tem notas de moscatel tal como o conhecemos, o pessego bem maduro, com notas de cola intensas, flores de primavera trata-se portanto de um vinho com notas expressivas no nariz. Na boca é adocicado mas não em demasia tornando-o um belo acompanhante de pratos leves que no meu caso foram uns mexilhões á Bulhão Pato. Finaliza suave, guloso e persistente. (84/100 por cerca de 3,90€ no pingo doce)...não tenha medo vá comprar sem reservas.
Frei João 2011 (Branco)
Vinho da bairrada todo ele, com aromas apetrolados(querosene) e resina de pinheiro, leve amanteigado aqui provavelmente a chardonnay a emprestar os seus aromas até porque entra com 50% do lote juntamente com 35% da Bical e 15% da Maria Gomes.
Alguns aromas tropicais, abacaxi e banana a surgirem timidos. Na boca tem acidez tipica da bairrada, bem vincada(talvez pela casta bical essencialmente), crocante e com bastante travo amargo. Final amargo e ligeiramente seco. Nao fez as minhas delicias mas este vinho bem acompanhado por um prato, talvez um leitão da bairrada e porque não uma alheira, isto porque os pratos com mais gordura associados ao amargo e á boa acidez do vinho complementam-se em boa dose. (80 / 100, no continente por ~2,50€)
Quinta dos Roques 2009 (Tinto)
Gostei deste Dão, cacau misturado com amoras silvestres, caruma molhada, aromas tipicos de bosque, alguma resina com uma madeira muito bem integrada e discreta. Na boca é que ele é senhor, tem taninos perfeitamente suavizados e sedosos, bela acidez e uma mineralidade tipica do Dão. Termina longo e picante...assim como guloso.(88/100)
Adega de Vila Real Reserva 2010 (Tinto)
Aromas intensos de fruta vermelha, de esteva, de couro e bastante vegetal. Tem um impacto inicial intenso, mostrando um bocado de alcool já ao nivel do nariz que se vai esbatendo á medida que respira.Na boca é cheio com taninos bastante suaves e gordos, nota-se aqui a rudeza do Douro talvez com cotas mais altas, é tudo ele forte e carregado de aromas e intensidade. Em todo o caso é bastante gastronomico e acompanha pratos de vários géneros, incluido a nossa gastronomia mais rural, ou então massas com molhos mais espessos.(85/100)
Altano Quinta do Ataíde reserva 2008
Vinho feito inteiramente a partir da casta Touriga Nacional, e com os atributos próprios da casta. Fruta bem madura, amoras silvestres envoltas em raspas de chocolate e com a madeira muito bem integrada e ainda abraçados pelos aromas florais da touriga nacional. Especiarias a apimentar o conjunto e de repente se fecharmos os olhos parece que nos encontramos numa adega em plena vindima, estão lá os cheiros tipicos de bagas esmagadas que encontramos em plenas fermentações. Na boca é um vinho ainda bastante jovem, com taninos ainda ligeiramente espicaçados mas a dar uma sensação de textura aveludada misturada com leve secura. Ligeiramente picante e com uma boa sensação de harmonia entre os vários elementos.
Vinho muito bem feito a dar uma bela prova se bebido já, mas sem dúvida este pode evoluir bem em garrafa desde que bem acondicionado. Acompanhou um assado no forno na perfeição, a fruta bem madura acompanha bastante bem a carne crocante e estaladiça assim como a batata doce...(90/100)
Quinta da Lagoalva Talhão 1 2011 (Branco)
Tinha alguma esperança de ter encontrado um vinho branco perfeito para acompanhar uma massa de atum e saiu-me o tiro pela culatra...não é que o vinho não seja bom até porque custou 2,99€ em promoção. Aromas tropicais, banana essencialmente a surgir em maiores tons, algum caramelizado e mentolado a aperfilhar a banana, já na boca desiludiu, algo amargo, acidez um pouco descontrolada e um final curto. É caso para dizer que o peixe morrreu na boca...(78/100)
Serra Mãe reserva 2005
Vinho feito a partir de 100% uva castelão, a denotar uma cor ruby. Tem aromas de framboesa e chocolate negro. Fruto não é muito expressivo, revelando também aromas de caroço de ameixa, bem casado por leve tosta e um toque a especiarias. Na boca é um vinho não muito carnudo, com taninos ainda aguerridos e acidez média deixando a lingua algo adstrigente. Não foi um vinho que me deixou com saudades, talvez já tenha ultrapassado a altura de o beber, apesar que pelo preço de cerca de 4€ até não foi uma compra muito errada...(15/20)
INCANTUM 2007 (Tinto)
Um Douro ligeiramente selvagem e rústico da região de Cima-Corgo, a revelar aromas de fruta madura preta, aromas balsâmicos e a rusticidade a mostrar-se em tons de couro. Cacau em pó a segurar o conjunto, tudo sempre em tons selvagens e rusticos. Na boca é um vinho com concentração, acidez a desaparecer revelando que deve ser bebido já, taninos rusticos e aguerridos. Carnudo e a encher a boca, com final agradavel e persistente. Bastante gastronomico.(16/20)
Quinta do Canto Garrafeira 1994
Esta prometia. Levou-me a tratar a garrafa com cuidado enorme e de maneira diferente.
Foi aberta supostamente para ser bebida 10 horas depois, fui fazendo pequenas provas de forma a perceber se estava no ponto. As horas passavam e o vinho teimava em não abrir. No palato o vinho demonstrava qualidade, a acidez ainda lá estava, a estrutura também e o final era interminável...mas teimava em não mostrar os aromas. E assim foi até á ultima gota para muita pena minha. Ainda tenho a de 1995 vou ver como se comporta. (não atribuo nota)
Quinta da Alorna Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon Reserva 2009
Não fiquei propriamente fã deste vinho, os aromas rodam os frutos vermelhos bastante maduros, para mim fruta em demasia, envolto em madeira que devo dizer, bem integrada. Ligeiramente apimentado e com final redondo e fresco mas um pouco enjoativo para mim devido ao excesso de fruta madura. Acompanhou um cabrito assado e não conjugam muito bem. (15,5/20 e pode encontrar na garrafeira nacional por 6,10€)
Quinta da Alorna Branco 2011Não há muito a dizer sobre este vinho, tem aromas de citrinos, flor de laranjeira, pessego e pronto. Na boca tem acidez q.b., enche a boca e deixa um sensaçao amanteigada. O final é elegante e médio. Nesta gama é um dos melhores brancos sem dúvida, ano após ano. 15,5/20 com um preço de 2,99€ torna-o uma excelente compra.
Dão Álvaro Castro Branco 2009
Um vinho feito de Malvasia Fina, Cercial e Encruzado, castas tipicas da zona do Dão e em que aqui o blend das castas funciona bastante bem. A fruta é do tipo citrina e com uma elegância brutal. Flor de laranjeira a adocicar o conjunto. Na boca o vinho funciona como que num contraste, sendo de travo amargo, verde ainda, faz lembrar laranjas em que quando as abrimos liberta aquela suco extremamente acido. Excelente mineralidade e frescura, terminando com um final seco e acido.
O vinho ainda pode evoluir bem em garrafa, mas pode ser bebido desde já, no entanto aconselho a abrir a garrafa 15 minutos antes porque vai melhorar a prova sem dúvida. Acompanha pratos de marisco e seria um belo vinho de entrada para uns petiscos:)
O vinho ainda pode evoluir bem em garrafa, mas pode ser bebido desde já, no entanto aconselho a abrir a garrafa 15 minutos antes porque vai melhorar a prova sem dúvida. Acompanha pratos de marisco e seria um belo vinho de entrada para uns petiscos:)
Nota pessoal: 16 valores
JP Private Selection Tinto 2009Um vinho feito de 100% Castelão e com estágio de 12 meses em barricas de carvalho. Oriundo de vinhas da denominação de origem Palmela. Os solos arenosos, o clima temperado quente que caracteriza esta região e as vinhas velhas de alta densidade de plantação constituem as condições ideais para a obtenção das uvas de grande qualidade que utilizamos. Método clássico de vinificação. Apresenta uma cor cheia e vibrante, bastante carregada.Rubi intenso.
Após a abertura surgiram notas florais elegantes, frutos vermelhos e marmelada a surgir em pano de fundo, mas notas bastante elegantes, é um vinho ele todo elegante. Entra sedoso na boca e preenche a boca sem arestas, apresentando uma estrutura média mas com taninos bem presentes.Raspas de laranja, dão a sensação de taninos ainda jovens, ou seja, apesar de não ser um vinho para envelhecer, ainda aguarda mais um tempito em garrafa e de certa forma a curiosidade aumenta para o que vai ser este vinho daqui a 3 anos ou mais. A sensação de couro e vegetal dá uma certa austeridade ao vinho. É um vinho que pede comida leve e boa conversa, sendo os pratos tipicamente mediterranicos aconselháveis, podendo mesmo assim acompanhar outros pratos mais pesados, do tipo caça. Gostei bastante, um vinho na onda do Periquita da JMF, mas mais sedoso e estruturado.
Nota Pessoal: 15,5
Quinta da Garrida Dão TT 2008
Este vinho foi eleito pela revista Americana "Wine Spectator" como o melhor da semana, em termos de relação preço/qualidade.
Feito de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Jaen, denota uma cor bastante carregada, intensa e escura.
Nos aromas torna-se bastante agradável e elegante, mostrando inicialmente bastante fruto preto, chocolate também negro e alguns aromas latico. Café e especiarias iam surgindo á medida que o vinho ia respirando, depois algum fumo e de tosta. O vinho passou por varias fases ao longo da sua abertura e isso impressionou-me para um vinho desta gama.
Mas foi na boca que não me impressionou tanto, faltando alguma estrutura. Um vinho é algo delgado e termina com travo amargo e algo enjoativo. Pareceu-me um dão diferente, mais internacional, mas a revelar algum verdadeiro sentido de colagem á região do Dão....existe algo do dão. Talvez aquele aroma de bosque, terroso...
Notei uns aromas bastante gulosos e doces....de rebuçado de menta.
O final é médio e ligeiramente enjoativo.
Mesmo assim é uma bela aposta e se bem acompanhado pela refeição poderá dar outro animo, pelo que penso que acompanhará bem carnes de ave, queijos amanteigados leves, não muito fortes, uma mistura de queijo de cabra e vaca.
Nota Pessoal: 15,5 valores Preço: 3,29€
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