Rota de vinhos da peninsula de Setúbal




 Até 23 Março

Casa Mãe da Rota de Vinhos
Convide o seu pai para degustar o gelado de Moscatel de Setúbal na Casa Mãe da Rota de Vinhos. Valor promocional: 3,00€/por pessoa.

Sivipa
Oferta de 15% de desconto na aquisição de 2 garrafas de tinto Palmela Personalizado em caixa de madeira na loja de vinhos da Casa Mãe da Rota de Vinhos. Valor promocional com desconto: 8,15€/conjunto.

Bacalhôa Vinhos de Portugal
Oferta de 50% de desconto na visita ao Palácio e adega com prova de vinhos e queijo para 2 pessoas a realizar no dia 23 de Março às 15h30, na compra de 1 garrafa do vinho Só Syrah Tinto 2008. Limitada a 40 pessoas. Sujeito a confirmação.

23 Março | Venâncio da Costa Lima
Prova de Moscatel de Setúbal eleito "Sabor do Ano 2013", na Casa Mãe da Rota de Vinhos, entre as 15h30 e 17h00. Sem necessidade de reserva. 



Venâncio da Costa Lima
Localização: Quinta do Anjo, 2950 Palmela

Casa Mãe da Rota de Vinhos
Localização: Largo São João Baptista, 2950 Palmela

Rotaliano Teroldego reserva 2009 (Tinto)




Teroldego é uma casta produzida essencialmente na região italiana de Trentino-Alto, precisamente de onde veio este vinho. É um vinho com taninos suaves, envolto por aromas de fruta vermelha e caroço de ameixa verde, algum chocolate e especiarias com a madeira a surgir de fundo. Abra o vinho com alguma antecedência, de forma que os aromas se tornem mais equilibrados e menos rusticos e agrestes. Comprei-o por 2,99€ no LIDL e pelo preço vale a pena experimentar só para conhecer um pouco mais os vinhos italianos e especialmente esta casta do norte de itália.(82/100)

Quinta do Gradil Colheita 2004 (Tinto)


Vinhas em terrenos argilico-arenosos das castas Touriga Nacional, Alicante Boushet e Syrah produziram este vinho que estagiou também em barricas novas de carvalho francês durante 8 meses.
Apesar da idade ainda é um vinho que se bebe com bastante prazer e a sua cor (ruby) não denuncia os seus já quase 10 anos, com as notas tipicas de fruta vermelha bem madura, bagas esmagadas associado com algum vegetal e couro, taninos já bem domados mas ainda presentes e na boca tem aquela sensação de vinho que preenche a boca e pede comida farta, estufados ou assados. Deixa um final agradável com boas notas de especiarias e com uma acidez ainda sensata. Já teve dias melhores de certeza mas ainda dá uma bela prova e mostra a boa evolução de vinhos da estremadura sem ser um grande reserva. Beba já porque está em curva descendente. Deixe arejar cerca de 1 hora vai ganhar com isso. (85/100, custou 3.30€ no recheio em promoção...custava cerca de 7€)

Terras D'Alter Alfrocheiro 2011 (Tinto)



Se tivesse que definir esta casta e este vinho diria ...sensualidade! Tem fruto do bosque no seu estado selvagem, com resina e casca de pinheiro a ostentar a fruta, misturando nuances de chocolate negro. Na boca é elegantissimo, preenche a boca com os seus taninos irreverentes mas ao mesmo tempo sedosos e explosivos, final apimentado, guloso, prolongado...que belo vinho, que bela casta. Haja mais destes....(WineCompany por 6€, 90/100)

Quinta do Cerrado reserva 2007 (Tinto)

Tem uma extracção de cor verdadeiramente fantastica e poderia dizer que só por causa disso valia a pena a compra...mas não! Aromas algo vinosos marcam o vinho durante a prova e só abriu para mostrar algo mais, imaginem... passado varias horas desde a abertura. Nesta fase mostra chocolate de grande classe, negro, excelente mesmo, notas quimicas e balsâmicas, aliando a um travo vegetal. Na boca adorei a frescura vibrante, mas novamente apenas isso, termina curto e algo vinoso. Poderá ser interessante ver a evolução deste vinho, dá a sensação de que tem enorme potencial mas morre na areia, talvez seja necessário paciência...(83/100. 6,99€ no Continente)

Quinta do Corujão Reserva 2008 (Tinto)


Bastante fechado inicialmente, após cerca de 30 minutos começou a despontar e achei que passado 1 hora estava no ponto de maturidade para ser bebido. Aromas de fruta bastante madura e de excelente qualidade, sumarenta aliada a um conjunto de especiarias que no final deram um paladar algo apimentado ao vinho e a fruta a deixar uma boca gulosa e cheia. É um vinho cheio(preenche a boca) com uma acidez q.b., é um vinho que faz lembrar a terra, as serras, os bosques. Beba sem receios e aprecie o vinho que foi feito para dar prazer, e nao para pensar e debitar muito sobre ele, puxa a conversa, puxa a comida e é bastante gastronomico e vale os cerca de 5€ dados por ele. (87/100. Comprado no Pingo Doce em promoção).

Deu la Deu Alvarinho 2011 (Branco)



Um dos alvarinhos mais conhecidos das prateleiras dos hipermercados e com uma qualidade ano após ano quase imbativel. A frescura e acidez que se consegue nos alvarinhos das regiões de Monção e Melgaço é realmente bastante diferenciadora de alvarinhos noutras regiões, aquele caracter mais sedutor e quente que estas zonas nos oferecem, aquela acidez vibrante e com paladar amanteigado. Tem alperce maduro, citrinos, flor de laranjeira, casca de laranja,  tudo em excelente dose complementado por uma boca vibrante, menos amanteigada que em anos anteriores, a procurar mais a elegancia e acidez. Final médio.(87/100) Compra acertada.

Cabriz Colheita Seleccionada 2009 (Tinto)



Há vinhos em que podemos estar aqui a debitar sobre os aromas e estrutura e longevidade, mas este apenas apetece dizer que para o preço cumpre a função de acompanhar um prato na perfeição. Pede comida, conversa e pronto..está feito. Cumpre na perfeição e supera-se, é guloso na boca. (83/100, no pingo doce por 2,99€)...pronto e sem mais... termino!

Essência do vinho 2013






Esta é de alguma forma uma pequena reportagem sobre a Essência do Vinho 2013. Os meus parabéns acima de tudo pela excelente temperatura dos vinhos que permitiu uma prova interessante na sua plenitude.
O espaço do Palácio da Bolsa é lindissimo e nenhum enófilo fica indiferente ao que nos rodeia, apenas peca por ser um espaço não direi pequeno, mas que devido á sua forma arquitetónica torna muito dificil as provas junto dos produtores. Uma nota para o preço dos bilhetes, exagerado tendo em conta o que deverá ser este evento, um maneira de os produtores darem a conhecer os seus vinhos aos clientes ou potenciais clientes, porque se os produtores querem vender também têm que se dar a conhecer e isso é investir em marketing.
Mas agora vamos ao essencial e são os protagonistas, os vinhos...



Dão

Fonte Gonçalvinho Inconnu (Tinto)
Castas não identificadas, segundo o produtor é quase um mistério visto que se trata de vinhas velhas com cepas misturadas. É bastante sedoso na boca e com taninos de veludo, com final prolongado. (90/100)

Quinta da Fata Clássico 2008 (Tinto)
Belo vinho para o preço recomendado de cerca de 7€, prima pela frescura e mineralidade muito caracteristica do Dão. Na boca é bastante sedoso e com final guloso. (88/100)

Quinta da Fata Touriga Nacional (Tinto)
Trata-se de um touriga bastante fresco e com taninos irreverentes, terroso e mineral. Para quem procura um touriga menos carnuso e guloso, encontrados no Alentejo e Douro, esta é uma boa alternativa. (91/100)
Barão de Nelas Touriga Nacional (Tinto)

Este exemplo de touriga nacional é tudo o que a touriga deve ser e pelo qual é reconhecida, taninos de veludo, estrutura para dar e vender, corpo, mineralidade. Bato palmas (92/100)

Titular Colheita 2010 (Tinto)

Este foi o vinho mais barato que provei na EV e o melhor vinho que ja provei na gama de 3€. Totalmente descomprometido de adereços e complexidades, é perfeitamente gastronomico e acompanha vários tipos de pratos sem se destacar demasiado, portanto de fácil empatia. (86/100)

Quinta do Perdigão



Quinta do Perdigão Encruzado 2011 (Branco)

Excelente exemplo de um encruzado do Dão, menos carregado nos aromas e no corpo, procurando mais a frescura e mineralidade. Algo seco no final e com acidez crocante. (90/100)
Quinta do Perdigão Touriga Nacional Rosé 2012 (Rosé)
Que bel rosé, fiquei totalmente surpreendido, bom de corpo e porte, bastante guloso e sumarento num final enorme. Dos melhores rosés que provei na EV senão mesmo o melhor. (91/100)
Quinta do Perdigão Colheita 2008 (Tinto)

Vinho de entrada desta casa no que aos tintos concerne, e que bela entrada para o que havia de vir, sedoso, terroso, frescura e jovialidade. Um vinho de facil leitura e de fácil empatia. (88/100)
Quinta do Perdigão Alfrocheiro 2009 (Tinto)

Para mim uma das estrelas da noite, não por ser dos melhores, mas pela empatia e surpresa que criou na mente. Todo ele sedoso e envolvente na boca, alguns aromas melados completam este vinho. Bato palmas ao produtor (92/100).
Quinta do Perdigão Touriga Nacional 2008 (Tinto)

Novamente um touriga nacional e com toques de bastante especiaria e cacau. Fresco, sedoso e mineral. Final enorme e picante. (91/100)

Quinta dos Carvalhais Único 2009 (Tinto)


Um dos melhores da noite e o melhor do Dão. É mesmo único e é composto por Touriga Nacional, e este poderá ser o melhor exemplo de Touriga Nacional que temos no país. Parece mais um blend tal é a sua complexidade. Não me vou detalhar muito sobre o vinho, apenas digo que é um vinhão com estrutura para longos anos em garrafa, e com final cheio, guloso, complexo, tudo o que possam imaginar num final de prova é o que este vinho oferece. (95/100)


 PAPE 2010 (Tinto)



Este foi o vinho que mais me agradou na prova de vinhos feito do produtor quinta da pellada, que se fez representar pela sua distribuidora Decante. Vinho cheio e envolvente, aromas de terra e caruma. Fruta de excelente qualidade com uma bela camada de chocolate negro. (93/100)

Primus Branco 2010


Ano após ano um dos melhores vinhos brancos nacionais e justamente merecido. Na boca é uma panóplia de aromas, vinho extremamente equilibrado e elegante. Maça verde e alguns fumados a darem complexidade ao vinho, madeira sem grande intervenção. Grande, grande branco. (94/100) 

Quinta da Vegia reserva 2007

Extremamente elegante e sofisticado, num corpo não muito cheio, mas extremamente irreverente e gastronomico. Gastronomico é palavra de ordem nestes vinhos do Dão que provei  e este não foge á regra.(92/100)

Vinhos Verdes


Quinta de SanJoanne Colheita 1998


E quem diz que um vinho verde não evolui nobremente e com qualidade, bem que prove uma garrafa destas e se engane redondamente. Os niveís de aromas qui provados vão muito além de qualquer coisa que já tenha provado na minha vida. Aromas de cola, resina, diluente, portanto aromas tipicos de envelhecimento. Na boca é que a coisa sobe de tom, wow.... ainda com uma acidez impressionante, gelatinoso na boca, denso, e estrutura para dar e vender. Mudou a percepção dos vinhos verdes e dos vinhos brancos para mim. (96/100)

 Quinta de SanJoanne Superior 2009


Este é o vinho topo de gama da casa, e um verde num nivel totalmente superior, é impressionante a quantidade de aromas que se encontram neste vinho e a sua acidez é de louvar aos deuses, e por essa razão é um vinho para envelher na perfeição, mas bebe-se já com uma qualidade superior.(93/100)

SanJoanne Passi (375 ml)


Feito de uvas loureiro e alvarinho pelos vistos desidratadas em esteiras, similar ao processo do vinho do gelo mas adequado a climas quentes. è um tipico vinho de sobremesa, mas não é muito doce, algo leve e com sabor de passas, tem acidez crocante e um final extremamente fino. Acompanha queijos de pasta mole. Este vinho é feito segundo o estilo dos vinhos passito feito em Itália. De aplaudir um vinho diferente e original que desconhecia totalmente. A região dos vinhos verdes continua a surpreender. Apenas 11,5% de alcool.
Arca Nova Vinhão 2012


Grande exemplo da frescura da casta vinhão, o aroma esse é intenso e muito tipico e conhecido de quem já provou aqueles vinhos agrestes do norte do país. Mas na boca o vinho assume outros contornos que não rudeza. É um vinho perfeito de verão e acompanha varios pratos, especialmente grelhados. (85/100)

Alentejo


Dona Maria 2012 (Rosé)


Excelente rosé, seco e não demasiado encorpado, bastante equilibrado e não demasiado guloso, termina longo e seco. Muito bem.(89/100)

 Dona Maria Petit Verdot 2009 (Tinto)


Belo vinho e provavelmente um dos melhores exemplos desta casta em Portugal. Floral, com bagas silvestres e taninos fortes mas sedosos ao mesmo tempo. Austero e sério. Final apimentado.(92/100)

Júlio B. Bastos Alicante Bouschet 2007 (Tinto)


Imponente tinto de uma das casta imponente do Alentejo e uma das suas melhores. É um vinho que preenche a boca e deixa um aroma austero e complexo no nariz. Mostra-se em tons fumados e silvestres. Mostra fruta preta e cacau, a tosta é excelente mas perceptivel, sem no entanto encobrir os aromas tipicos da casta. Final mais sério do que guloso, mais imponente que sedoso. Excelente. (93/100)

Dom Rafael 2009 (Tinto)


Excelente vinho para a sua gama, uma escolha completamente acertada. É frutado, tem amoras silvestres e algum chocolate negro misturado com alguns aromas terrosos. (89/100)

Ponte das Canas Colheita 2009 (Tinto)


Um nivel acima do seu irmão mais novo o Dom Rafael, mais complexo mas menos frutado. Penso que o seu irmão mais novo tem aromas de fruta madura enquanto este é mais fechado e terroso. Na boca é cheio e com belo corpo mas não em demasia, enche a boca mas não a torna enjoativa. Termina bastante longo. (90/100)

Mouchão 2007 (Tinto)


Este está noutro nivel e mistura-se com os melhores de Portugal. Imponente e com uma elegancia como pouco se vê, taninos de caxemira, todo ele num equilibrio majestoso e envolvente. Cativante e viciante...(94/100).

Douro


Quinta da Leda 2009 (Tinto)


Este tem classe e elegância a dar com rodos...permitam-me a expressão. É tudo o que um vinho deve ser, estruturado com excelente acidez, aromas a roçar o cacau, especiarias, todo ele bastante complexo e aromático. A madeira é de grande qualidade e a suavizar um conjunto elegante. Grande vinho e um dos melhores do dia...(95/100)