Quinta de Cidrô rosé 2006

Fontes históricas relatam-nos que as primeiras vinhas plantadas na Quinta do Cidrô datam do início do Séc. XIX, altura em que, o estão proprietário, o Marquês de Soveral, mandou construir um imponente palácio.
Localizada na melhor área para a produção de vinhos de mesa no Douro, nomeadamente São João da Pesqueira, a Quinta do Cidrô foi transformada numa vinha modelo.As mais modernas técnicas de viticultura foram utilizadas para plantar apenas as melhores castas.
Este Rosé é produzido apartir de sangras efectuadas a cubas de Touriga Nacional do Cidrô. Quinta esta que pelas características ecológicas de S. João da Pesqueira, onde está localizada, há muito que estabeleceu credenciais no domínio dos vinhos Tintos.

Castas -> Touriga Nacional 100%
Côr -> rosa forte, carregado. Bela limpidez.

Nariz -> Aromas um pouc timidos, elegantes e muito suaves não havendo aqui exageros, mas se tivesse um pouco mais desses aromas não faria mal nenhum...Sugestões de morango,cereja e ameixa, enrolados em toques de rebuçado, com uma capa de aromas vegetais finos.

Boca -> è elegante e concentrado... e tem uma bela acidez....preenche a boca com os seus taninos aguerridos...e deixa um final picante e pujante....agradavel...a pedir comida não muito leve...acompanha bem carnes...talvez coelho...

Nota Pessoal -> 15 valores
Grau de Alcool -> 13,5%

Ninfa Tinto 2004

Vinho regional ribatejano feito de vinhas localizadas na encosta da Serra dos Candeeiros com a exposição a nascente.
A vindima foi feita em Setembro de 2004, manual para caixas de 15 Kg.
As uvas obtiveram arrefecimento, e a sua fermentação foi feita em lagar de inox a uma temperatura de 26ºC, após desengace total.

Côr -> Bonita cor meia acastanhada, a sugerir estágio em barricas mas o mesmo não é descrito na garrafa, com ligeirissimo centro opaco, quase nulo. Visto ser um vinho com quase 4 anos pode ter obtido a cor com o tempo em garrafa.
Nariz -> Frutos silvestres, subitamente aparecendo aromas humidos mais usuais nos lagars antigos. Tem caroço verde, sugerindo ser de manga, bastante forte. Aparecem aromas de geleia de framboesa.
Boca -> Bastante suave e guloso, com taninos um pouco adormecidos, é um vinho aveludado mas com falta de acidez, mesmo assim a proporcionar um final prolongado e guloso.Talvez o seu consumo nos 2 anos seguintes á sua vinificação proporcionassem um vinho de maior qualidade.

Nota Pessoal -> 15,5 valores
Preço -> 3,59 €

Ressuscitar para a enofilia

Bem meus amigos enofilos e audiofilos, estou de volta, espero eu para tentar voltar a escrever neste blog que já tantas saudades me dava...Realmente tenho andado distante mas sempre com a musica e o vinho presentes...torna-se necessário ganhar experiencia para não falar á sorte..
Por essa razão estou de volta com mais algo para dizer, com mais vocabulario das lides do vinho e da musica...Até breve...

Casa Da Alorna colheita seleccionada 2001


Este lote foi feito a partir das castas Castelão, Trincadeira e Tinta Miúda, onde estagiou durante 9 meses em barricas de carvalho americano.Recebeu uma medalha de Bronze no Wine Challenge.


Côr -> Ligeiramente granada, com tons ruby.


Nariz -> Este tal como o seu predecessor apresenta aromas a groselha, fruta madura, chocolate, especiarias, um certo aroma melado. Tem todos os aromas do anterior mas em pequenas quantidades....está ainda verde no aroma, ou provavelmente precisava de despontar na garrafa um pouco mais para se libertar e mostrar o seu potencial.


Boca -> é um pouco enjoativo, deixando um sabor prolongado mas a precisar de mais acidez...taninos pouco explosivos, um pouco calmos demais..este é sem duvida um vinho diferentedos que nos acostumam em Portugal. Um a bela compra ainda assim.


Nota Pessoal -> 16 valores


A colheita seleccionada de 2000 pareceu-me mais agradavel no todo.

Casa Da Alorna colheita seleccionada 2000


A quinta da alorna onde foi produzido este vinho foi adquirida, em 1723, pelo primeiro Marquês de Alorna, Vice-Rei da Índia. Os 200 hectares de vinha plantados em terrenos arenosos e de calhau rolado, incluem as castas brancas Fernão Pires, Chardonnay, Arinto, Trincadeira das Pratas e as tintas Castelão, Cabernet Sauvignon, Baga, Alicante Bouschet, Tinta Miúda, Trincadeira Preta, Tinta Roriz e Touriga Nacional.

Este lote foi feito a partir das castas Castelão, Trincadeira e Tinta Miúda, onde estagiou durante 9 meses em barricas de carvalho americano.

Côr -> Granada.

Nariz -> No nariz é um vinho muito agradavel. Aparecem notas de fruta bastante madura, e este vinho teve tempo suficiente para amadurecer, aparece tambem bela compota de framboesa, mas o sabor que mais nos assalta é a groselha. Belo chocolate, e especiarias, assim como tabaco.

Boca -> É sumarento e explosivo, preenchido bem a boca. É redondo e guloso com taninos já calmos e a decrescer. O final é longo e apetitoso, é um vinho realmente diferente dos que já bebi, o que provou ser uma bela aposta. Esta quinta fascina-me com os seus vinhos e os preços que pratica são excelentes.

Nota Pessoal -> 16/16,5 valores.

Preço -> 6,59 €




Casal da Coelheira Branco 2006


Vinificado com as castas Fernão Pires, Chardonnay e Malvasia.


Côr -> Brilhante, palha.


Nariz -> pouco complexo, a mostrar muito doce, rebuçado. Passados alguns minutos apareceu gordura vegetal mas em pequenissimas quantidades. Notas florais a englobar o conjunto.


Boca -> Um pouco aguado, sem grande corpo e com um final curto.


Nota pessoal -> 15 valores.

Conventual reserva 2004


Este vinho foi vinificado com as castas Aragonez e Alicante Bouschet e obteve um estágio de 8 meses em barricas de carvalho francês, resultando em 14% de alcool.


Côr -> Rubi com ligeiro anel acastanhado devido ao estágio.


Nariz -> É um vinho em evolução, com nuances de cereja, ameixa, fruta silvestre e compota de framboesa. Aparecem notas de eucalipto, especiarias e café, acompanhadas de ligeiro cacau em pequenas proporções.


Boca -> É um vinho guloso, especiado e sumarento. Com uma bela estrutura e taninos explosivos. É redondo e aveludado.Final igualmente sumarento e cheio de especiarias e prolongado.


Nota Pessoal ->16 valores


Vinho Tinto Singularis 2004

Paulo Laureano, um dos mais prestigiados enólogos portugueses e um acérrimo defensor das castas autóctones nacionais, lança este Singularis 2004, um porjecto que ele abraçou após ter fundado a sua própria empresa, a Paulo Laureano Vinus, Lda.

Côr -> Rubi, bastante intensa e limpido.

Nariz -> As castas são a Trincadeira e o Aragonês. Mostra-se com boa compota de framboesa, especiarias, de notar um bom pimentão a atacar o nariz e boas notas florais. Ressaltam umas boas tostas a abraçar estes aromas que falamos anteriormente.Boas notas herbáceas originárias da casta Trincadeira, que é umas das castas mais plantadas no Alentejo, porque é susceptivel a tempos muito quentes e á podridão.

Boca -> Uma bela acidez, com taninos ainda jovens, a precisar de maturação, mas com um final sumarento e com as especiarias a aparecerem mais uma vez. Se me permitem dizer acho que este vinho só tem a ganhar com a guarda neste momento, ainda está jovemm mas ainda assim a proporcionar uma bela prova. Acompanha pratos um pouco leves.

Nota Pessoal -> 16 valores

Porto Valadão Tawny 10 anos

Produzido a partir das melhores castas do Vale do Alto Douro, este Porto estagiou em pipas de carvalho durante 10 anos, conferindo-lhe este estágio o caracteristico sabor amaciado e o tom âmbar translucido.

Côr -> Ambar, tipo cor de tijolo, ligeiramente avermelhado.

Nariz -> Na primeira abertura os aromas apareceram tímidos, diospiro, pessego, um certo melado a amaciar o conjunto. Boas notas florais, e casca de laranja a aparecer por trás destes aromas após uma certa concentração.

Boca -> Delicado, um pouco aguado, taninos calmissimos a proporcionar pouca estrutura ao conjunto, acabando com uma acidez adormecida e um final extremamente curto, uma verdadeira decepção, mas ainda não acabei...
Mas nas aberturas seguintes este vinho mudou completamente, o oxigénio fez maravilhas a este vinho, nunca antes tinha provado um vinho em que o ar tenha modificado completamente o seu paladar, isto porque no geral acontece o contrário. Ganhou estrutura, acidez e na boca experimentou-se uma verdadeira explosão de gulosice...
Parecia um dragão adormecido e ganhou bastantes pontos com isso..no entanto só ganhou pontos para sair da posição em que se encontrava, a qual era muito fraca.

Nota Pessoal -> 15,5 valores

Cabeça de Burro Branco 2006


Das Caves do Vale do Rodo aparece-nos este branco da colheita de 2006, de uma marca que nos tintos só lança o cabeça de burro em anos de excelência.Não tenho a certeza se nos brancos acontece a mesma coisa.

Feito a partir das castas Malvasia fina, Rabigato e Fernão Pires, localizadas nas zonas mais altas da Régua, Armamar e Tabuaço, e vinificadas com temperatura controlada (cerca de 12%).
Côr -> citrina, bastante brilhante.
Nariz -> Aromas delicados, fechados e com pouca concentração.Ressaltam citrinos,ligeiro tostado com manteiga, nada mais...muito fechado.
Boca -> Acidez boa, mas um pouco avinagrado na primeira abertura, já na segunda parecia mais delicado.
Nota Pessoal -> 14 valores
É um vinho que cumpre as suas obrigações e mais não surpreende...

Coroa D'ouro Colheita 1999


Vinho vinificado por Porto Poças.


Côr-> rubi intensa, com centro opaco.

Nariz -> Foi decantado meia-hora antes, a mostrar-se bastante fechado de aromas no inicio, aliás foi á segunda abertura, umas horas mais tarde que este vinho se mostrou.Bastante fruta madura do tipo pessego, framboesa, ligeira resina a englobar o conjunto, assim como aroma a bosque humido, imagine que se trata daquele aroma que se sente assim que se vai á procura do pinheiro de natal, aquele musgo molhado.Bastante baunilha. Assim como uma ligeira doçura a apadrinhar o conjunto e a tornar o vinho harmonioso e equilibrado.

Boca -> Bem este vinho é bem melhor no nariz do que na boca, mostrou-se um pouco chato, taninos ja velhotes e sem força, acidez ainda mais ou menos viva, final curto e sem vigor e um pouco avinagrado.Vinho sem grande corpo.Sem estrutura.

P.S: De salientar que este vinho recebeu o Premio Melhor Compra 2002 pela revista dos vinhos, mas provavelmente era nessa altura ou nos dois anos seguintes que esse vinho poderia mostrar a sua raça e o seu corpo, neste momento é um vinho desequilibrado.

Nota -> 14,5 valores.

Kopke tinto 2005


O Kopke deve deve o seu nome á Marca de Porto mais ancestral: Kopke.

Engarrafado por :

SOGEVINUS -Fine Wines, S.A.

Graduação -> 13,5%


Este vinho eu guardava alguma expectativa visto ter recebido nota 16 da revista dos vinhos, e também o eu já ter provado o 2003 e ter ficado muito agradado. Mas nem tudo são rosas, vamos lá dar uma palavrinha sobre este vinho.Com um novo rotulo em relação ao 2003, mais bonito mas só no exterior, porque no interior não se compara.
Côr -> rubi intensa.
Nariz -> Pouco complexo e a mostrar evolução. Começam a aparecer frutos maduros, caroço verde, aromas velhos e humidos a lembrar adegas antigas. A aparecer um ligeiro cacau e notas florais mas em quantidades pequenas.
Boca -> taninos agressivos a dar uma ligeira adstrigencia nas partes laterais da lingua, acidez mediana e um final muito pobre e com um sabor muito fraco, avinagrado e seco.

Nota Pessoal -> 14 valores

Aliança Galeria Branco 2001


Elaborado a partir de uvas da casta Bical, seleccionadas e vinificadas com grande rigor.
Vinificação-> Vinificação com maceração pelicular durante 12 horas, seguido de fermentação alcoólica a 16ºC. Battonage durante 2 meses.

Cor-> Cor palha claro.
Nariz-> Pouco complexo, a surgirem aromas citricos, com boas notas vegetais que lhe conferem uma atracção gulosa. Depois com mais concentração aparece feno e palha seca. Boas notas minerais a dar-lhe um ar cristalino e pleno.

Boca -> Muita e excelente acidez, a fugir um pouco para o avinagrado devido a estar muito tempo em garrafa, também já teve com certeza o seu tempo de abertura. No entanto a acidez confere-lhe um suavidade e requinte essenciais, a terminar com um belo final.Um belo varietal desta quinta, irei procurar uma garrafa recente para tirar as duvidas.
Nota pessoal -> 15,5 valores

Quinta do Infantado Dona Margarida Reserva

Este Vinho do Porto foi produzido em homenagem a D. Margarida, que com inteligência, firmeza de caracter, e a par de ambas com um coração generoso foi capaz de espalhar o bem em Covas do Douro e nas terras a que estava ligada por laços de sangue ou amizade. Então este vinho foi uma maneira de honrar essa mesma generosidade, esta terá sido a razão para a produção e origem deste belo vinho.
Envelheceu 7 anos em barricas de carvalho de 550 litros, apresenta 19,5% de alcool.
Côr-> Alaranjada, brilhante e límpida com centro opaco avermelhado.




Nariz -> Aromas bastante melados, caramelo torrado talvez já derretido,mel e bastante resina. Nota-se algo húmido, tavez bosque húmido. Bastante quimico e notas florais a envolver o conjunto bastante harmonioso por sinal.Especiarias ressaltam bem a dar aquele picante agradavel, parecia melão apimentado bem madurinho. Baunilha a apresentar-se no meio destes muitos aromas, fruto do seu bem conseguido estágio em madeira de carvalho.
Quanto á fruta ela aparece no tipo de compota de pessego essencialmente, assim como frutos secos do tipo nozes e passas secas.

Boca -> Taninos explosivos mas bem maduros e tratados. Muita elegância na maneira como oliquido se agarra ás paredes da boca, a deixar uma frescura e novamente um melado muito saboroso.Final muito agradável e persistente, sem excessos de alcool. Novamente muita frescura. Bastante corpo e acidez q.b.
Nota pessoal -> 17 valores.


Quinta da D'Aguieira Chardonnay 2002

Do produtor Quinta da Aveleda, vinificado na região de Beiras com 100% de uvas Chardonay com Graduação alcoólica de cerca de 13%.
Processo de Vinificação-> das vinhas da Quinta da Aguieira, são trazidas para a Adega da propriedade as melhores uvas da casta Chardonnay. Após uma ligeira maceração pelicular, segue-se uma suave prensagem das uvas a baixa pressão e fermentação e estágio em barricas de carvalho francês com batonnage semanal. Após o estágio de cerca de 6 meses; o vinho é estabilizado e filtrado antes do seu engarrafamento.
Nariz -> apresenta um aspecto límpido e cor palha brilhante.
Vinho bastante frutado do tipo tropical, amanteigado e ligeiro vegetal, ligeiro toque de baunilha resultante da fermentação e estágio em barricas de carvalho.Bastante mineral com acidez bem presente mas nunca agressiva, pelo contrário a mostrar bastante frescura que resulta num vinho extremamente agradavel sem excesso algum, isto porque aqui a madeira tem uma excelente relação com as uvas chardonnay, porque são as uvas que melhor beneficiam do estáio em madeira de carvalho.
Boca -> Macio, elegante e com boa acidez, ou seja um vinho que não foge ás caracteristicas dos vinhos 100% Chardonnay. Final bastante elegante e prolongado.
No entanto devo dizer que provavelmente este vinho já teve melhores dias, o seu tempo de abertura provavelmente já devia ter passado pelo que neste momento não ganha nada com a espera em garrafa, ABRA-O JÁ...
Nota Pessoal -> 15,5/16

Monte Seis Reis Boa Memória Tinto 2003


Castas -> Aragonês, Castelão, , Trincadeira e Cabernet Sauvignon.

Processo -> Fermentou com controlo de temperatura e com maceração prolongado seguida de um ligeiro estágio em madeira.
Côr -> Rubi intensa com centro opaco, límpido.
Nariz -> Nos primeiros 15 minutos mostraram-se aromas intensos a fruta silvestre, ameixa e a caroço verde, ou seja mostrou-se agressivo na primeira meia hora.Passada a meia hora mostraram-se aromas francamente melhores e mais complexos, desde feno e palha seca, ligeira resina a despontar por trás da fruta silvestre que continuava a mostrar-se como que a segura-la no colo, assim como algum eucalipto mas muito discreto.
Boca -> Seco e ligeiramente adstrigente.Boa acidez mas com taninos ainda verdes a precisar de calmia, com final ligeiramente curto mas agradável. Ligeiramente encorpado.
Nota Pessoal -> 15,5 valores

Tinta Roriz


Origem:
Conhecida por Tinta Roriz nas regiões do Douro e do Dão.
É a casta Ibérica por excelência, uma das poucas castas que Portugal e Espanha possuem em comum. Tempranillo, Tinto Fino, Cencibel, Ull de Lebre, são alguns dos seus muitos nomes utilizados em Espanha. A teoria mais certa para o surgimento desta uva, é de que monges a teriam levado da França para Navarra e Rioja, na Espanha, vindo depois para Portugal, mais precisamente para o Douro.

Qualidades:
É uma uva de amadurecimento precoce (daí vem seu nome espanhol Tempranillo, palavra originária de Temprano). É rica em matéria corante, resultando em vinhos de muita cor, aromas diversos - frutas vermelhas como cereja e framboesa; negras, como ameixa; e ainda muita especiaria, boa acidez e, em geral, taninos macios.

Potencial:
É das castas onde a correlação negativa entre a quantidade e a qualidade mais se acentua quando se ultrapassam rendimentos elevados, acima das 8 a 10 ton/ha.
No entanto com produções moderadas, possibilita a produção de magníficos vinhos ,os quais são bem aromáticos, alcoólicos, carregados de cor e encorpados, embora com pouca acidez total.
Quando provenientes de uvas bem maduras são aptos a vinificação e estágio em madeira podendo atingir assim grande nobreza de carácter e longevidade.

Muxagat tinto 2002


Bem este vinho era muito especial e portanto tentei trata-lo da melhor maneira possivel, isto porque o foi a primeira garrafa de vinho que a minha namorada me ofereceu.Consumida ontem ao almoço, com a temperatura quase ideal, se calhar não fazia mal decanta-lo visto que passado meia-hora ainda estava aguerrido e muito "Duriense", pelo que foi ao jantar na segunda abertura que ele realmente melhor se mostrou, mais suave e perceptivel das suas qualidades aromaticas.
Zona de produção -> Douro Superior.
Castas-> Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinto Cão e Touriga Nacional.Graduação -> 12,5%
Côr -> Granada sólida, com ligeiro centro opaco e anel com tons rubi.


Nariz -> Bastante fruta madura do tipo pessego, fruta silvestre, boas notas florais a ajudar ao conjunto e a envolver de forma graciosa o conjunto dos aromas, aquela doçura subtil que aparece nos vinhos do Douro a amaciar as notas mais agrestes destes vinhos.
O mineral também aqui presente mas bastante discreto, as notas vegetais são perceptiveis mas não consegui apanhar qual o tipo de vegetal presente. Um conjunto bastante harmonioso, e equilibrado.

Boca -> Não tão elegante como no nariz, mas bastante suave, apesar de que os taninos estão bem presentes, ou seja, não estamos perante um vinho chato, boa acidez, a deixar uma ligeira adstrigencia e um final moderado. Encorpado.

Nota pessoal -> 16 valores

Vinho Ribeira de Galegos

Este vinho foi-me aconselhado numa garrafeira pela dona, que me pareceu conhecedora dos vinhos. Era um vinho barato e então decidi experimentá-lo.
O seu rótulo não apresenta grandes indicações, que castas foram utilizados, se estagiou ou não, etc..Apresenta 14% de grau de alcool, foi concebido no douro superior, mais concretamente em S. João da Pesqueira.
Côr -> rubi bastante intensa, limpido.

Nariz -> Vinho bastante marcado pelo vegetal, mosto da uva bastante fresco a parecer que este vinho saltou directamente do lagar para a garrafa, bastante couro de animal, pelo, muito caracteristico dos vinhos alentejanos, encorpado,carnudo.Muito original este vinho, é bom encontrar assim vinhos que primam pela diferença independentemente de serem bons ou fracos...

Na boca é suave da a sensação de o puder trincar, taninos muito suaves, acidez média, aveludado e redondo, bastante elegante na boca e com um final moderado.
Viticultor -> António Aguiar

Nota pessoal -> 16
Dei uma nota assim não sei se por ser original ou mesmo bom...Vou já comprar outra.
Preço -> Pouco mais de 2 euros...parece um daqueles vinhos de garagem, á espera de serem descobertas, ou simplesmente um especiemen Alentejano em terras Durienses.

Vinho do Porto 10 Anos Tinto Douro Quinta Castelinho


A Castelinho Vinhos SA situa-se no Péso da Régua, em Vila Real.

Este vinho elaborado a partir das castas tradicionais da região, e cuidadosamente seleccionadas para que aguentassem bem o envelhecimento durante cerca de 10 anos, e para que posa evoluir positivamente, mas não durante muito tempo em garrafa, porque praticamente só os vintages podem evoluir durante bastante tempo em garrafa..
Côr -> O vinho apresenta uma cor de tijolo, límpido e brilhante. Castanha, sem centro opaco ou anel, significando provavelmente que este vinho está pronto a ser consumido e que o mesmo não irá envelhecer mais, pelo menos positivamente, indicando que se trata de um vinho velho e com estágio em barricas.
Aromas -> exclusivamente a frutos secos, tais como passas de figos, nozes, um forte amentolado, baunilha, talvez bolhachas de baunilha, flores do campo principalmente aquelas que dão o nectar as abelhas, um pouco de alcatrão mas bastante discreto e resina, a madeira muito bem integrada a não deixar que qualquer aroma se manifeste acima de outros.
Boca -> Vivacidade, um vinho aveludado, macio taninos completamente domados, guloso mas não em demasia, visto também se tratar de um Tawny. Final prolongado e fresco cheio de alegria, em que parece que não queremos acordar...e a querer encher o copo outra vez..
Bouquet -> isto é o aroma que fica após termos acalmado o copo durante algum tempo após termos abanado com o mesmo, no fim restam aromas caracteristicos apenas de vinhos que tiveram estágio.Aromas amentolados mais uma vez a encher-nos o nariz de frescura, baunilha e flores do campo.
Preço -> 8,95 no continente, após o desconto do mesmo valor no cartão, ou seja paguei 17,90, mas descontei metade para o cartão.

Nota pessoal -> 17 valores
Excelente este vinho do porto...mais um para esta quinta que muito admiro nos vinhos do porto.